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Orquestra Nacional do Porto

A Orquestra Nacional do Porto (ONP) foi criada em 1997 e realizou o seu concerto de estreia como formação sinfónica no dia 1 de Outubro de 2000. Desde então engloba um número permanente de 94 instrumentistas, o que lhe permite executar todo o grande repertório sinfónico desde o Classicismo ao Século XXI.  A sua origem remonta a 1947, ano em que foi constituída a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, mais tarde integrada na Emissora Nacional e, subsequentemente, na Radiodifusão Portuguesa. Em 1989, no âmbito da ‘Régie Cooperativa Sinfonia’, surgiu a Orquestra do Porto com um grupo de 52 instrumentistas permanentes que viria a dar lugar à Orquestra Clássica do Porto. A partir de 1997, a ONP teve a sua sede no Mosteiro de São Bento da Vitória. Passou a residir na Casa da Música desde a sua inauguração, em Abril de 2005, e é parte integrante da Fundação Casa da Música desde Julho de 2006. Na temporada de 2008, a ONP deu particular destaque à música dos países nórdicos. Ao longo do ano estrearam-se na sua direcção os maestros Emilio Pomàrico, Cristian Orosanu, John Storgårds, Hannu Lintu, Christopher Seaman, Alexander Shelley, Rolf Gupta e Eivind Gullberg Jensen. Entre os solistas convidados estiveram Sequeira Costa, interpretando dois concertos de Beethoven e os dois concertos de Chopin, Viviane Hagner, Pekka Kuusisto, que estreou em Portugal o Concerto para violino de Magnus Lindberg, Christian Lindberg, Truls Mørk e Ana Bela Chaves, entre outros. De salientar foi também a presença da voz de Judy Garland num concerto especial com projecção do filme O Feiticeiro de Oz, um improvável regresso agora possibilitado pelas mais recentes tecnologias. Este ano foi também marcado pela estreia do projecto “ONP vai à escola”, que se estende por 2009 e leva a orquestra a várias escolas da região. Em 2009 o país tema da programação da Casa da Música é o Brasil. Assim, a ONP convida os maestros brasileiros Alex Klein, Lavard Skou-Larsen e Roberto Tibiriçá e o violoncelista António Meneses em programas onde os grandes compositores do Brasil estão em destaque. O segundo ano do Perfil Sequeira Costa traz a oportunidade para ouvir o pianista interpretar oito obras do repertório concertante em quatro concertos consecutivos ao lado da Orquestra Nacional do Porto e com a direcção de dois prestigiados maestros: Rudolf Barshai e Jean-Pierre Wallez. Assinala-se ainda a estreia dos maestros Dmitri Liss, Ralph Lange, Gerard Schwarz, Klaus Weise, Danail Rachev e Vasily Petrenko, e a participação dos solistas Håkan Hardenberger, Andreas Haefliger, Boris Berezovski, Gerardo Ribeiro e Marc-André Hamelin. A música de Haydn é uma presença forte ao longo do ano, assinalando o bicentenário da sua morte com a apresentação de dez sinfonias. O ciclo Fora de Série leva a ONP para universos menos convencionais, como o jazz, ao lado de Egberto Gismonti, e o hip hop, com o produtor alemão Miki e rappers convidados. Em Maio de 2009 a Orquestra Nacional do Porto faz uma digressão pelo Algarve. No âmbito da música contemporânea as atenções voltam-se para a estreia nacional de Gruppen de Stockhausen, com a direcção de três maestros em simultâneo, bem como para a estreia de obras do Compositor em Residência, Jonathan Harvey, e do Jovem Compositor em Residência, Daniel Moreira.  Christoph König é o maestro titular da Orquestra Nacional do Porto.

Ralph Lange

Nasceu em 1946 na Holanda. Estudou na Universidade de Amsterdão e no Conservatório Superior da mesma cidade. Licenciou-se em Pedagogia da Música e Piano em 1969. Frequentou e terminou o curso de bibliotecário (especialização área da música) em Utrecht em 1971. Trabalhou de 1972 até 1980 em Berlim e Frankfurt na área de editores de música e foi professor de piano convidado no Conservatório Regional de Ponta Delgada em 1980 e director do Coro do mesmo Conservatório. Desde 2004, e após a sua reforma como Director do Conservatório Regional de Angra do Heroísmo, tem feito inúmeros concertos como pianista, organista e cravista quer nos Açores, no Continente e no estrangeiro, nomeadamente em Amsterdão, Caracas, Santa Lúcia e Frankfurt. Teve o prazer de colaborar com músicos como Orest Grytsyouk, Eulália Mendes, Michel Roussal, Mário Anacleto, José Oliveira Lopes, Luísa Alcobia, Paulo Borges, Ilena Cortubas, Teresa Gardner, e muitos outros.

Aldo Salvetti

Aldo Salvetti vive no Porto desde 1996, data de início das suas actuais funções de oboé solista na Orquestra Nacional do Porto. Paralelamente desenvolve a actividade de professor de oboé na Escola Profissional de Espinho, desde 1997, e na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Campus da Foz, desde 2005. Começou a estudar oboé  aos 20 anos, sob o impulso de Giorgio Trentin, antigo solista da Orquestra do Teatro La Fenice, na sua cidade natal de Veneza. Continuou os estudos com Giacomo Calderoni, solista de corne inglês no Teatro alla Scala e professor no Conservatório “Giuseppe Verdi” de Milão, onde obteve o Diploma final com alta classificação. Aperfeiçoou-se com os solistas internacionais Emmanuel Abbhül e Thomas Indermühle, em Basileia e Zurique, onde em 1989 obteve o Diploma de Concertista. A sua carreira profissional começou em 1987 em Roma, na Orchestra Nazionale dell’Accademia di Santa Cecília, onde tocou sob a batuta de maestros como Leonard Bernstein, Carlo Maria Giulini, Giuseppe Sinopoli, Gunther Herbig e George Pretre, entre outros. Em seguida foi primeiro oboé da Symphonisches Orchester Zürich, da Orchestra Sinfónica Siciliana e da Vogtland Philharmonie Greiz-Reichenbach. Interpretou os principais concertos para oboé e orquestra: Vivaldi, Bach, Mozart, Haydn, Richard Strauss, Vaugham-Williams, etc. Continua a desenvolver uma intensa actividade de música de câmara, além de colaborar com agrupamentos de música contemporânea como a OrchestrUtópica, em Portugal, desde a sua fundação em 2001.    

Gavin Hill

Gavin A. F. Hill nasceu em Macclesfield em 1965. Filho de músicos profissionais, começou a tocar fagote aos 11 anos, após ter encontrado um num armário. Continuou então os seus estudos, primeiro na Royal Scottish Academy of Music & Drama com Edgar Williams e, em seguida a nível particular com Charles Cracknell. Concluiu os estudos com Claus Boden na Staatliche Hochschule für Musik em Colónia. O seu primeiro trabalho foi como Chefe de Naipe na Orquestra Sinfónica de Paris. Seguiu-se um período como freelancer pan-europeu durante o qual trabalhou com agrupamentos tais como a B.B.C. Orquestra Sinfónica da Escócia, Orquestra do Principado das Astúrias, Opera North e a Orquestra Filarmónica da Gran Canaria. Finalmente, em 1994, assumiu o lugar de Chefe de Naipe dos Fagotes na, então, Orquestra Clássica do Porto, agora Orquestra Nacional do Porto. Além do trabalho com a Orquestra, Gavin Hill encabeçou vários projectos de música de câmara que resultaram na estreia, em Portugal, de muitas obras injustamente negligenciadas, de compositores como Skalkottas, Caplet, Dessau e Röntgen. Os seus outros interesses incluem o Jazz, o ciclismo, as aventuras e desventuras do Boavista Futebol Clube e a escrita. Gavin Hill encontra-se, neste momento, a meio do seu primeiro romance policial.

Dominic Moore

Dominic Moore nasceu em Inglaterra e iniciou os seus estudos de violino aos 8 anos com Pamela Spofforth. Mais tarde foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo pelo Winchester College e o Royal College of Music onde estudou violino com Itzhak Rashkovsky, a par do piano numa primeira fase. Em 2004, Dominic fundou a St George’s Chamber Orchestra, com sede em St George’s Beckenham, com a maestrina Madeleine Lovell. Dominic Moore apresenta-se frequentemente, quer dirigindo a orquestra quer como solista. Neste papel tocou o Concerto para violino de Beethoven e a Sinfonia Concertante de Mozart com o violetista Edward Vanderspar. Mais recentemente, Dominic estreou-se como regente numa substituição de última hora num programa que incluía o Concerto para clarinete de Copland com o clarinetista Jon Carnac. Como solista, Dominic gravou um CD intitulado Cafe Music com o pianista Daniel Becker para a Persephone Books. O disco granjeou uma recepção brilhante tendo sido transmitido inúmeras vezes no canal Radio 3 da BBC e na ClassicFM.  Como músico de orquestra, Dominic foi concertino da Royal Liverpool Philharmonic,  Bournemouth Symphony Orchestra, Orquestra Nacional do Porto e Birmingham Royal Ballet. Compromissos recentes incluem concertos com a Birmingham Opera em Idomeneo de Mozart sob a direcção de Graham Vick e Street Scene de Kurt Weill no Young Vic Theatre que ganhou o prémio do Evening Standard para o melhor musical. Dominic está  profundamente agradecido à Condessa de Munster, Abbado, Ian Fleming Trusts e o Musicians Loan Fund pelo apoio concedido na aquisição do violino espanhol, extremamente raro, de Marianus Ortega. Acredita-se que seja o único violino Ortega actualmente existente no Reino Unido.

Vicente Chuaqui

Vicente Rosas Chuaqui nasceu em Santiago do Chile em 1968, adquirindo posteriormente a nacionalidade portuguesa. Iniciou os estudos musicais aos seis anos de idade no Instituto de Música da Universidade Católica do Chile, com Roberto González Lefebvre. Mais tarde, trabalhou com Janos Starker, Bernhard Michelin e Boris Pergamenchikov. Estudou no Conservatório Tchaikovski de Moscovo, na classe de Natalia Shakhovskaya (chefe de cátedra de violoncelo). Desde que se estreou como solista aos 12 anos de idade, tocou com orquestras como a Orquestra de Câmara da Universidade Católica do Chile, a Orquestra de Santo Domingo, a Orquestra Pro-Música, a Orquestra do Conservatório de Moscovo, a Orquestra Clássica do Porto e a Orquestra Nacional do Porto, entre outras. Foi chefe de naipe da Orquestra do Conservatório Tchaikovski de Moscovo e da Orquestra do Ministério da Educação do Chile. Fez recitais a solo e de música de câmara em diversas cidades do Chile, da Rússia, da Alemanha, de Espanha e da Suécia. Em Portugal, apresenta-se regularmente em concertos de música de câmara, integrando várias formações tais como quarteto de cordas, trio com piano e um duo de violoncelos com Cristina Coelho. Paralelamente, tem desenvolvido uma intensa actividade pedagógica, sendo regularmente convidado a orientar master classes em Portugal e no estrangeiro. Actualmente é professor de violoncelo no Conservatório de Música do Porto e Solista da Orquestra Nacional do Porto.

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